7 de ago. de 2008




***Em Nome da Paz***
**Regis Passos**

Não sei o que dizer
a respeito de como a solidariedade humana
anda tão em baixa ultimamente.
Parece-me que o tempo que dispomos da vida
é para pensar em seus próprios problemas e só.
Ninguém mais se doa um pouco que seja
para que a vida de alguém seja menos sofrida.
Papo bravo esse, né? Também acho...

Ontem, dia 6 de agosto completou-se 63 anos
de uma atrocidade acontecida do outro lado do mundo,
mais especificamente em Hiroshima e Nagasachi.
Eu cresci ouvindo coisas a respeito deste... Disparate.
O pior é saber que o comandante que lançou a bomba
que matou muitas, mas muitas pessoas
e marcou um país, um povo,
ferindo seu orgulho e dignidade disse, antes de morrer,
que não estava nenhum pouco arrependido.
Triste fato né?
Podemos dizer,como eu ouvi alguns amigos dizerem
“tomara que esse monstro
esteja ardendo no inferno”
isto, de certa forma,
é o que chamamos de justiça.
Não quero de forma alguma defender o tal comandante,
estou do lado dos mocinhos sim,
mas o que devemos pensar é que,
de vez em quando, mesmo sem perceber,
assumimos o papel de monstro tantas vezes.
Quantas “bombas” lançamos contra tantos
no nosso dia diariamente,
como incompreensões, brigas desnecessárias,
quando negamos estender as mãos...

O que me intriga é que muitos nem fazem menção
que a dor do outro nos atinge de alguma forma.
Que mais cedo ou mais tarde a “bomba”
cuspirá fogo em minha cara.
Guerra nunca foi e nem nunca será a melhor resposta.
O dialogo sim.
Reúna a família e bata papo,
pergunte ao seu filho (a), esposo (a), pai, mãe
e a quem for como foi o seu dia.
Se interesse pela história do outro,
porque é importante para sua própria história.

Ontem,dia 6 fizemos um pequeno cerimonial
em memória ao fato e chamou-se Tororó-Acã:
tributo das Terras de Sorocaba
à Memória de Hiroshima e Nagasachi.
Reunimos uma micro platéia que fez conosco o caminho todo
em profunda emoção que levou alguns às lágrimas.
Realmente foi muito emocionante e triste,
porque muitos ainda nem se deram menção
do que fora o dia de ontem.
Muito pensam igual a uma amiga minha
que ficou sabendo por mim do evento
e disse que não deveríamos fazer nada para aquele país
que nem lembra que existimos.
Guerra, sangue e justiça é só o que importa para alguns...
Mas, fizemos nossa parte, ainda que pequena,
ainda que microscópica perto do deveria ser feito,
porém dormimos em paz
sabendo que as pequenas sementes de paz
que ontem lançamos darão belas cerejeiras
no jardim da humanidade.

**BEIJUSSS**NAN**

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